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domingo, 22 de fevereiro de 2015

DENILSON CARIBÉ - KARATECA BAIANO



 Quem foi Denilson Caribé de Castro?


Muitos dos atuais professores, desconhece ou esqueceram de transmite para seus alunos a história do karatê baiano. E uma dessas histórias que tem relação intima com o karate, é a história de Denilson Caribé.

Denilson nasceu em 15 de Fevereiro de 1940, na cidade de Santo Amaro da Purificação, filho de um casal simples formado pelo senhor Lourival Vieira de Castro e Dona Valda Caribé de Castro. Tornou-se conhecido apenas por Caribé, sobrenome de sua genitora, ao contrário do que muitos pensam. Iniciou sua carreira de karateca, oficialmente, no Ginásio Acrópole em 1961, sob a orientação técnica de um jovem japonês Eisuke Oishi, de quem se tornou amigo e irmão.

Treinou e desenvolveu seus conhecimentos no Karatê com grandes mestres com Yasutaka Tanaka, Lirton Monassa, Sadamu Uriu, Juichi Sagara, Masatoshi Nakayama, Masahiko Tanaka.

Seu primeiro exame de faixa foi em Janeiro de 1964, na academia Mei-bu-kan, São Paulo, do Prof. Akira Taniguchi, passando de faixa branca para verde.  Em dezembro de 1964 foi promovido para faixa roxa. Participando do I Torneio Nacional de Karatê e em 1965 do Torneio do Estilo Goju-ryu, sagrando-se Campeão.
 
Após alguns anos, com muito esforço, e ajuda de seus amigos Caribé funda a Associação de Karatê da Bahia, a ASKABA que, inicialmente, funcionava no subsolo de uma casa localizada em Brotas. Considerada Academia Modelo e a mais perfeita do Brasil, sendo considerada Entidade de Utilidade Pública em Maio de 1972.

Na hora de se apresentar para exame de faixa preta foi encaminhado ao Rio de Janeiro pelo Dr. Fauzi Abdala João, então presidente da Federação Bahiana de Pugilismo, Caribé submete-se a uma banca rigorosíssima, formada pelos faixas Pretas Yasutaka Tanaka, Juichi Sagara. Tornou-se o primeiro faixa Preta de Karatê da Bahia. Em 02 de Junho de 1978, Denílson foi promovido para quarto Dan. Instrutor chefe da NIHON KARATÊ KIOKAY na Bahia.

Ele foi respeitado nacionalmente por atletas e dirigentes de todos os esportes: praticou futebol, capoeira, jiu-jitsu. Mas foi no Karatê que desenvolveu todo o seu corpo e espírito, moldou seu caráter e fixou sua personalidade marcante e tornou-se um líder.

Era um aluno dedicado, e um atleta ímpar, professor, árbitro, examinador, dirigente, tudo que se possa imaginar num esporte, ele foi inigualável: em todos os setores da vida era conceituado como um homem de qualidades excelentes: humildade, inteligência, corajoso, educado, tinha um enorme caráter, e, sobretudo, um homem dotado de elevado espírito de liderança.

O mestre Denílson, dentre tantos trabalhos realizados, foi o primeiro professor a introduzir o Karatê para crianças, servindo de modelo para todo o Brasil.

Em 23 de Outubro de 1985, Caribé falecia tragicamente num acidente automobilístico indo para cidade de Vitória da Conquista, exatamente 30 dias antes do aniversário da ASKABA, que ele fundou. Sua morte, no auge de sua carreira, deixou o karate baiano órfão, sem um líder. No entanto, essencialmente, Caribé não morreu, podemos encontrar um pouco dele em cada treinamento.

Antes de falecer Caribé Fundou o Departamento de Karatê da Federação Baiana de Pugilismo; Idealizou e fundou a Federação Baiana de Karatê; Idealizou a Confederação Brasileira de Karatê, sonho que não conseguiu realizar, mas que seus seguidores o representaram na fundação da CBK em 11/09/1987, dois anos após sua morte.

Após a sua morte a Confederação Brasileira de Karatê outorgou-lhe PATRONO DO KARATÊ BRASILEIRO, homenagem jamais prestada a outro esportista. Denílson Caribé tornou-se uma lenda dentro do Karate brasileiro.

Vejam um pouco da trajetória competitiva deste grande atleta e líder.

Junho de 1965 - Participou da primeira seleção baiana que disputou o primeiro torneio de âmbito nacional, realizado em São Paulo, viajando pela rodoviária, com seus próprios recursos, conseguindo o título de Campeão do Torneio Nacional de Karate. O que não se mudou muito de lá pra cá.
1967 - Participou da nova Seleção Baiana, em torneio realizado no Rio de Janeiro.
1968 - Primeiro campeonato Baiano, com a presença de 3 clubes.
1969 - Primeiro Campeonato Brasileiro Oficial de Karatê. Título: Vice-campeão de katá e vice-campeão de Kumitê.
1970 - Primeiros Jogos de Brasília sagrando-se Campeão de Kumitê por equipe e vice-campeão individual de katá e kumitê.
1971 - III Campeonato Brasileiro - Campeão por Equipe.

Resumindo seu histórico esportivo Denílson foi penta campeão baiano, campeão brasileiro por equipe e outros como vice-campeão. Foi vice-campeão no pan-americano em 1972. Representou o Brasil na França nesse mesmo ano. Nessa competição comprovou sua garra, seu patriotismo, seu amor ao karate e ao seu país, honrando a sua terra natal, a Bahia, quando, mesmo a contragosto do seu técnico, lutou com o braço deslocado conseguindo ainda se classificar em 5º lugar.

RANGEL, Ivo. Estudo de Karate

Após os 21 anos, exatamente a 15 de abril de 1961 tive meu primeiro contato de fato, com o esporte Karatê. A realidade correspondeu exatamente à ideia que fazia do que fosse esse esporte. Imaginava que a coreografia de movimentos rápidos, eficientes, produzisse efeitos que pudessem despertar o interesse do praticante, cativando-o a ponto de fazê-lo aprofundar-se cada vez mais no conhecimento da coisa. Conhecimento este que é imponderável, pois sempre estamos aprendendo algo de novo. O meu primeiro Mestre, de nacionalidade japonesa, falava português com dificuldade, enquanto que o meu vocabulário de japonês não ia além de 10 palavras. Assim, a prática avançava enquanto a teoria caminhava a passos muito lentos. Tive uma ideia que me custou “os olhos da cara”: comprei livros em inglês, francês e japonês, paguei caro para que fossem traduzidos e, a partir daí, comecei a ter muito mais certeza do que fazia.
Depois de quatro anos de treinamento com Oishi ele me revela mais uma faceta do seu bom caráter. Disse que já me ensinara tudo que sabia e que, de agora em diante, teríamos que aprender mais, em centros mais adiantados. Fomos a São Paulo onde disputamos em 1965, um torneio estilo “Godo-riu” e nos sagramos campeões. O que pode parecer surpreendente, seja a nossa vitória, confesso sem modéstia que o surpreendente seria a nossa derrota diante do que vimos lá. Se um centro esportivo mais adiantado nos apresentava o que vimos, um pensamento desalentador passou pelas nossas cabeças. Já sabíamos tudo ou seria o caso de desistir por ver que os outros não se preocupavam em melhorar? Além do título imprevisto, o resultado nos trouxe outra consequência. Esta maléfica, pois o sucesso nos subiu à cabeça e, em conversa com o Mestre Yoshida manifestou nossa opinião acerca da superioridade do Karatê da Bahia.    
Este homem simples, o mais destacado Mestre de Judô da Bahia, é, também, e isto vai tornar público pela primeira vez, um dos grandes responsáveis pelo crescimento do Karatê em nosso Estado. Com um sorriso Yoshida concordou comigo e me entregou um bilhete em japonês para o Mestre Tanaka, residente no Rio de Janeiro. Com ele, segundo Yoshida, e o que depois confirmamos, na prática teríamos alguma coisa a mais para aprender. Nova viagem, desta vez para o Rio, em 1966. Chegamos à academia do Mestre Yasutaka Tanaka, em Botafogo, vestimos os kimonos e depois de 4 horas de aulas chegamos à conclusão que diante do conhecimento superficial e primitivo de que dispúnhamos, faltava aprender ainda muito. Para ser sincero quase tudo!

OKINAWA - A ILHA DO KARATE




OKINAWA – A ILHA DO KARATÊ

A ilha de Okinawa foi, desde sempre, um ponto de contato entre a cultura chinesa e a cultura do Japão. É nesta ilha, sucessivamente conquistada pelos imperadores chineses e pelos senhores feudais japoneses, que o Karatê toma forma sob a qual o conhecemos hoje na Europa, embora dividido em cinco escolas fundamentais de que falarei mais adiante. Nessa época era proibido em absoluto aos habitantes da ilha, sob o domínio japonês, o uso das armas. Mesmo as armas brancas eram interditas. Só os samurais invasores podiam fazer uso das suas. Destas interdições nasce o Okinawte-Te, misto da escola Kempo e de técnicas locais. Constituíram-se seitas secretas que praticavam secreta e intensamente, de noite, entre discípulos seguros. Pés e mãos transformavam-se em armas terríveis capazes de substituir os punhos e as espadas. As pontas dos dedos tornaram-se tão perigosas como facas. Os cotovelos e os joelhos adquirem a potência de matracas, dos maços de ferro. Os braços a solidez dos sabres. Nesse Karatê, todos os membros eram utilizáveis procurando, sistemática e rapidamente, uma eficácia absoluta e rápida. Os golpes são sistematizados á velocidade máxima. Os estrangulamentos, luxações, projeções do corpo ao solo foram totalmente abandonados, ficando como meios acessórios. Esta fase explica a diferença de eficácia entre o Karatê e o Jiu-Jítsu japonês, mais tarde substituído pelo Judô. Em cerca de 1900, o estudo do Karatê foi divulgado em Okinawa pelos mestres Itosu e Hihaona, já com caráter oficial e aberto. Depois o governo japonês, na pessoa dos ministros, convida os mestres a ensinar Karachi no Japão. É então que entre todos se destaca o mestre Gichin Funakoshi, como personagem de primeiro plano e figura de nível intelectual, mental e espiritual impar, como ainda hoje se venera o seu espírito para que presida ao trabalho em cada "Dojo" (academia). Esse homem de olhar repousante e firme de que vemos, na parede central de cada "Dojo" de Karatê, a fotografia. É ele que organiza a escola Shotokan, codificando as atuais formas de Karatê no Japão e insuflando a uma simples técnica a forma mental do Karatê como era praticado por Bodhidharma, associando o corpo e o espírito, como nas antigas formas do Kempo. Este espírito encontrou uma ressonância particular nos adeptos do Budismo-Zen e nos jovens japoneses plenos de espírito marcial do "Budo", caminho da perfeição humana através de uma das técnicas marciais (judô, Kendo, Aikido, Karatê e Sumo). Foi assim introduzido o Karatê no Japão atingindo o apogeu antes da guerra. Foi, contudo a guerra que atingiu mais duramente o Karatê. Com o espírito indomável do Karatê, milhares de instrutores tombaram no fogo. Dezenas foram os famosos kamikaze, que enfrentaram serenamente e  com prazer  a  morte  contra   o   torpedeiros    americanos. O próprio filho de Gichin Funakoshi morreu de fome, recusando as rações americanas do após guerra. Dezenas de instrutores treinavam a população de maneira a fazer frente a um desembarque americano nas costas do Japão, submetendo os civis a um treino sem limite. Quem conhece a história dessa guerra mortífera decerto recorda a superioridade tremenda da guerrilha japonesa nas ilhas ocupadas. O período de após guerra, mais calmo, e com a morte de velhos mestres (Funakoshi morreu com a idade de 88 anos), serviu para dividir os estilos. Os discípulos separam-se para ensinar, muitas vezes longe da disciplina e da técnica de origem.

RELAÇÃO MESTRE X DISCÍPULO

RELAÇÃO MESTRE X DISCÍPULO

SISTEMA HIERARQUIZADO DE GRADUAÇÃO DE UM FAIXA PRETA EM KARATÊ-DO SHOTOKAN

A relação Mestre / Discípulo é bela, pautada pela liberdade e pelo amor, ao mesmo tempo em que pela hierarquia, disciplina e extrema lealdade. Existem vários tipos de discípulos e diversas fases no discipulado de cada um. É oportuno lembrar que discípulo não é o aluno comum e sim aquele que optou voluntariamente pela via do discipulado quando passou a ter o Grau de CHÊLA, que significa discípulo. Convém recordar que é o discípulo que escolhe o Mestre, depois de se sentir identificado com a proposta e assumir o compromisso de seguir as orientações daquele que orgulhosamente chama de "meu Mestre”. Fora isso, todos os demais são considerados apenas alunos. Se você já escolheu o seu Mestre, descubra que tipo de discípulo é.


DISCÍPULO QUE NÃO ASSUMIU O MESTRE

Este é o tipo de discípulo que desobedece às recomendações do Mestre, ministra uma interpretação do ensinamento de autenticidade duvidosa, incompleta, truncada e distorcida. É anarquista ou festivo na maneira como trata o Karatê-Do. Não é profissional. Quando apanhado, pede desculpas, diz que o fato não se repetirá, mas continua "esquecendo-se", "enganando-se" e sem entender". Pela frente, chama "Querido Mestre", sorri e paparica.

Por trás, faz o que quer, não cumpre, mistura, distorce; pelas costas do Mestre diz que não concorda com ele nisto ou naquilo. Em geral, não forma instrutores. Quando os forma são indisciplinados. Tem medo de concorrência dos seus próprios alunos e dos demais companheiros. Ao ler estas linhas, vai pensar que não se enquadra nesta descrição.


O FALSO DISCÍPULO

Este é um caso mais simples. Ele queria o certificado de instrutor para trabalhar e teve que aceitar as normas. Leu todos os textos, discordou de tudo, considerou tudo muito radical, um disparate, mas mentiu declarando que compreendia e que aceitava todas as imposições, só para receber o certificado. A maioria dos que constituem este tipo de discípulo é proveniente de outros ramos de Karatê-Do, de ideologias espiritualistas ou de seitas. É agressivo, mal-educado, irracional.


O DISCÍPULO QUE MATA O MESTRE

Nas Artes Marciais do Oriente há o provérbio que diz: O melhor discípulo é o que vai matar o Mestre. "Matar", na maior parte das vezes, é simbólico, no sentido de enfrentar, opor-se, medir forças, tentar vencer o preceptor. Tal procedimento destrutivo explica-se. É que, muitas vezes, o melhor pupilo, o mais esforçado, um dia, para mostrar ao seu Mestre que aprendeu tudo muito bem, lamentavelmente quer provar que é melhor que ele. Então, desafia-o. Tudo é uma questão de ego. Felizmente, não é sempre, e não é forçosamente o melhor discípulo que o vai afrontar.


O DISCÍPULO QUE NÃO É NADA

Também há o que tem um olhar meloso, que faz declarações de fidelidade eterna, que diz que um dia vai começar a lecionar, que vai dedicar-se com seriedade à nossa missão, mas... Os anos passam e esse discípulo não faz nada. Tudo para ele é difícil. Todos os seus colegas já realizaram algum coisa importante, mas o discípulo que não é nada passa os anos suspirando prometendo que um dia, quando conseguir, fará alguma coisa. E não faz.


O DISCÍPULO LEAL AO MESTRE

Por outro lado, o discípulo leal ao Mestre é fiel, independentemente da mensagem. Não está com o Mestre por concordar com o que ele diz e sim concorda com o que o Mestre diz porque está com ele! Se o Mestre muda, o discípulo muda também. Se o Mestre deixar o Karatê-Do e começar a ensinar ping-pong, o discípulo leal ao Mestre vai também, por amor, por confiança, por prazer de permanecer ao seu lado.


O DISCÍPULO IDEAL

Existe sim! E, por incrível que pareça, é mesmo a maioria. Alguns dos exemplos anteriores é que são as exceções. O discípulo ideal é simpático, gosta de colaborar, compreende as razões e tem satisfação em cumprir todas as determinações. Dá sugestões, sem críticas nem cobranças.

Quer servir e ajudar. Por outro lado, não aceita críticas sem se defender, e até mesmo as pede. É leal, disciplinado, amoroso e ético. Pela frente trata o Mestre com carinho; por trás, defende-o com lealdade. Ao ler esta descrição identifica-se, reconhece o seu valor e fica feliz por saber que é valorizado pelo que é.

AS ORIGENS DO KARATE-DO



AS ORIGENS DO KARATE – DO



A origem e história do Karatê é muito incerta. Não existe mesmo uma data ou uma época em que possamos verdadeiramente definir o princípio do Karatê. No entanto, reportando á bibliografia da especialidade, todos os historiadores, autores e mestres que escreveram sobre este assunto são unânimes em estabelecer a ligação com o nome do patriarca do Zen, "Bodhidharma" estritamente ligados ás primeiras formas de Karatê como método de combate e ao mesmo tempo exercícios em que o corpo e espírito participariam com uma noção de indivisibilidade, que permitiriam ao homem a ascensão à "verdade única", quer dizer, a um estado de iluminação e de clareza que lhe daria o verdadeiro conhecimento e a paz de alma. Recuando ainda mais através da história, contam certos manuscritos antigos que viveram na Índia um príncipe que passava o tempo a observar os animais nos seus as combates e analisava atentamente os seus movimentos. Ele classifica todas suas observações e tenta transpor certo número de técnicas de combate dos animais de pressa e voo para serem utilizadas pelo homem. Numa segunda etapa, o mesmo príncipe sacrifica algumas centenas de escravos na busca exata do sítio onde se encontravam os pontos vitais do corpo humano. Estas lendas, verdadeiras banham de sangue inútil, não tem, todavia qualquer relação com a utilização milenária chinesa, dos métodos de "Acupuntura", o processo de picagem com agulhas nos pontos principais sensitivos, para reanimação e até cura de certas doenças. Também na China o Karatê era conhecido há cerca de 5000 anos, onde era praticado, contudo, com um sentido mais ginástico, (mas sempre como imitação simplificada do de ataque e defesa) destinado a manter o equilíbrio e diminuir a tensão nervosa. A fonte de inspiração foi ainda a observação dos animais ferozes como o tigre, a águia, etc.. Esta imitação dos animais tem, contudo, um sentido lógico e extraordinariamente concreto. Com efeito, se estudarmos atentamente o ataque da pantera, o chamado "bote felino" encontraremos uma velocidade de ataque relâmpago e sempre ao ponto sensível dos animais carnívoros, a veia jugular. O próprio avanço, recuo voltagens, esquivas dos movimentos de Karatê, assemelham-se aos dos felinos em combate. É óbvio que um karateca a nível elevado pode enfrentar com êxito, em luta de vida ou de morte, qualquer tipo de animal, mesmo um leão ou um tigre. Contam certas lendas orientais que existiu um guerreiro japonês, já em épocas recentes, que, para divertimento do seu príncipe, enfrentava com as mãos vazias qualquer animal feroz, aniquilando-o a golpes de Karatê, a ponto de esmagar o próprio crânio da fera. Já mais recentemente, em 1953, Mestre Oyama, o famoso karateca coreano inventor do estilo Kiokushinkai, diante de um público numeroso, enfrentou um touro bravo de 600 kg., abatendo-o com um golpe sobre a testa depois de lhe haver cortado os chifres tendo sido toda a cena registrada e filmada. Ainda voltando ás origens do Karatê, está definitivamente estabelecido ter sido na China, com a técnica de combate designada Kempo, que avançou mais a técnica, sobretudo procurando a maior velocidade possível de execução. Esta arte era de inicio reservada aos nobres, desenvolvendo como desporto popular na dinastia de "Han", cerca de 300 anos antes de Jesus Cristo. As técnicas de combate sem armas desenvolveram-se mais na China, com a vinda da dinastia "Ming". A espantosa imaginação criadora dos chineses, (libertados da invasão Mongólia de "Gengis-Kan"), deu lugar á criação de novos métodos de combate sucessivamente aperfeiçoados.